Um ano se passa da histórica viagem de Cabral. Estamos agora em 2 de junho de 1501 e Pedro Álvares Cabral está retornando de uma sangrenta aventura na Índia, durante a qual teve que bombardear Calicute em represália a um ataque aos mercadores portugueses que tinham acabado de se instalar na cidade. Dois navios da frota - velas rotas, madeirame desgastado - chegaram ao porto de Bezeguiche (hoje Dacar) na costa ocidental da África e ali encontraram com três navios da expedição de Gonçalo Coelho, que partira de Lisboa havia duas semanas para explorar a terra descoberta há um ano. A bordo de um dos navios da frota de Coelho estava o florentino Américo Vespúcio, um dos personagens mais controversos da história dos descobrimentos - e que acabaria se tornando padrinho daquele Novo Mundo.
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Brasil, uma saga em verde e amarelo - Tomo 1: Vera Cruz, Ilha de Vera Cruz, Terra de Vera Cruz ou Terra dos Papagaios? Terra de Santa Cruz disse o Rei
Finalmente fazia um tempo bom naquela segunda-feira, 9 de março de 1500, quando uma multidão reuniu-se na freguesia de Santa Maria de Belém para assistir a partida da maior frota de navios que já tinha cruzado o Atlântico até então. Eram quatorze embarcações no total: dez naus, três caravelas e uma naveta de mantimentos. Muitos nomes daquelas embarcações perderam-se durante os séculos, os únicos que chegaram até nós foram a El Rei, capitaneada por Sancho de Tovar; a Anunciada, comandada por Nuno Leitão da Cunha; e também a caravela capitaneada por Pedro de Ataíde, a São Pedro. Toda a armada tinha por capitão-mor o fidalgo Pedro Álvares Cabral.
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